Excerpt for Mamãe, deixe-me crescer by Osni Passos, available in its entirety at Smashwords


Solange Moll PAssos



MAMÃE, DEIXE-ME CRESCER!


Ilustrações: Alex Guenther (www.alexguenther.com)

Editoração Eletrônica: Osni Flavio Passos (www.osnipassos.com)

Consultoria: Wanessa Caroline Rengel (www.wanessarengel.com)

Correção Ortográfica: Wilka Seto-Gehlen

PSICOSOL EBOOKS (www.psicosol.com)



DEDICATÓRIA

Dedico este livro para:

Deus, por tudo que até aqui vivi e que me fez crescer.

Meus pais de coração, por terem me dado a oportunidade de crescer.

Meu filho, pelas atitudes que me dizem: mamãe, deixe-me crescer!

Meu marido, companheiro, amor que me estimula a crescer.

Meus sobrinhos lindos, Wanessa e Flavio, pelos bons papos que me fazem crescer. A ideia deste livro surgiu em um desses momentos.

Meus amigos, absolutamente a todos, que sempre me fazem crescer.


O bom é que ainda há muito para crescer...


SUMÁRIO

Solange Moll PAssos 1

DEDICATÓRIA 2

SUMÁRIO 3

PREFÁCIO 5

INTRODUÇÃO 7

SOBRE TINO 8

I- Do nascimento de Tino 9

II- Sobre os pais de Tino 10

III- Voltando no tempo... Preparativos para a chegada de Tino 11

IV- A fábrica do Senhor Menezes 13

V- Enfim, a viagem para casa 14

VI- Tino conheceu a redoma de vidro 15

VII- A constatação: Tino não está crescendo 17

VIII- A segurança da redoma foi questionada 18

IX- Para que Tino não sofra 19

X- Tino na escola 20

XI- Tino tem desejo de ser grande 22

XII- Tino se conforma 23

XIII- O Jardineiro 24

XIV- Cidade de vidro 26

XV- A verdade veio à tona 28

XVI- Hora de mudanças 29

XVII- Tino é o cara! 31

SOBRE LISA 33

I- A fama de Lisa 34

II- O porquê da redoma 35

III- A fábrica do Senhor Menezes 36

IV- Preta, a irmã de Lisa 37

V- Dona Lilian não se reconhece 38

VI- Lisa na escola 40

VII- O Jardineiro 41

VIII- Lisa descobre um amigo 45

IX- Lisa é capaz! 47

SOBRE O JARDINEIRO 49

I- Um encontro com a paz! 50





PREFÁCIO

Parecia ser fácil prefaciar uma obra sem destinatário, cuja autoria vem do olhar penetrante dos esbugalhados olhos azuis.

Ao ler e reler a “História de Tino” vi que não tratava-se apenas de uma história, dessas que damos vida aos personagens e eles saem fazendo micaretagem à nossa frente e muito menos se tratava de uma obra sem destinatário. Vi algo muito mais profundo, que falava das sutilezas que nos amarram ao assumir a responsabilidade de educar nossos filhos. Muitas vezes até mesmo os que não são nossos filhos, mas que os educamos como se fossem.

Tentei entender de que redoma Sol nos fala, e onde estariam nossas assertividades. Quais os pesos e quais as medidas. Quais os resultados imediatos esperados e onde pensamos em chegar com nossos medos ao falar de educação. Quais conceitos estão embutidos nesse material quando se fala de perdas, de segurança, de estabilidades, cuidados e proteção. Em que momento esquecemos que, dentro de nosso compromisso de educar estarão tácitos não só os doces sabores, mas também as amarguras da dúvida. E mais uma vez, com o sentido de proteção, coloquei as letras da história de Tino numa redoma como quem estivesse a proteger apenas aqueles esbugalhados olhos azuis.

Então tento entender de que redoma Sol nos fala, quem é o Tino, quantas vezes somos o Jardineiro e quantas vezes buscamos a segurança no senhor Menezes. Mas de que segurança estará Sol nos falando?

Fui seguindo a leitura e diante das releituras encontrei as projeções de nossas angústias que fazem refletir sobre a criação de nossos filhos, como se eles não tivessem o direito ao livre arbítrio.

A história de Tino é tão instigante como aqueles olhos esbugalhados azuis. É preciso ir e vir, ler e reler, brincar com os personagens, dar puxões de orelhas se preciso for, tendo a doce ilusão de que faríamos diferente ao educar nossos filhos.


Albertina de Mattos Chraim


INTRODUÇÃO

Quantos sentimentos nos acompanham ao longo da vida? Medo, certeza, dificuldade, dúvida, coragem, felicidade, desejo, liberdade, frustração, tédio, choro, amadurecimento, riso, alegria, dor ... Tudo isso faz parte do cotidiano de todos nós, seres mortais. No entanto, como seria se pudéssemos livrar nossos filhos de todos os itens ruins desta lista?

Bem, prepare seus pensamentos, porque nesta história isto seria possível. Então, para lê-la é preciso brincar, imaginar, viajar para um mundo fictício, onde, para proteger os filhos, os pais optam por colocá-los em redomas de vidro. Estes personagens infantis circulam pela história distantes de todas as dificuldades que a vida pode lhes proporcionar.

Quais as conseqüências desta escolha?

Então, sem muitas delongas, espera-se que esta breve história - que não tem nenhuma pretensão teórica, técnica ou científica -, possa, além de entreter e divertir, contribuir para uma reflexão sobre liberdade, proteção, autonomia, amadurecimento, crescimento... dos nossos futuros adultos. Quem sabe possamos ousar só mais um pouquinho e transpor esta reflexão para nós mesmos, já considerados “adultos”. E que talvez possamos ter dentro de nós uma criança precisando romper as barreiras das redomas de vidro na qual um dia fomos postos.



SOBRE TINO

I- Do nascimento de Tino

Era início da primavera quando Tino nasceu.

A enfermeira, uma senhora com ancas grandes e andar desajeitado, veio pelo corredor da maternidade trazendo-o no colo. Ao entregá-lo para Dona Sofia falou uma frase com aquele jeito de quem gosta de dizer profecias:

- Minha nossa, que pulmão! Este vai ser cantor.

Tem gente que é assim, ao olhar para um bebê começa a profetizar: pelo jeito que chuta vai ser jogador de futebol, pelo jeito que olha vai ser namorador, pelo jeito que suspira vai ser sonhador...

Bem, mas Dona Sofia estava tão emocionada que nem ouviu direito o que a enfermeira lhe disse. Começou logo aquela examinação para ver todos os detalhes do pequeno rebento.

Tino era um bebê completamente saudável e parecia uma mistura dos pais. De Dona Sofia herdou os olhos verdes, os cabelos castanhos e as bochechas rechonchudas; do Senhor Carlos, o formato da boca e a testa grande escondida com o penteado do cabelo.


II- Sobre os pais de Tino

O Senhor Carlos e a Dona Sofia não eram ricos, mas também não se podia dizer que passavam dificuldades. Moravam em uma casa simples, mas muito organizada, pintada de azul claro. Na sala de estar, Dona Sofia, colocou uma cortina vermelha de bolinhas brancas que ficou um verdadeiro charme!

Nos fundos da casa tinha um pomar com laranja, acerola, framboesa e outras frutas que o Senhor Carlos cultivava. Na frente da casa a Dona Sofia fazia questão de ter um belo jardim com flores da época e um gramado bem verdinho. Ela dizia que o capricho dentro de uma casa se vê pelo jardim.

Nos finais de tarde sempre era vista regando as plantas.

Tinham duas cachorrinhas: a Lina e a Bela. Eram daqueles tipos de cachorros sem raça definida. Tá, tá, eram duas verdadeiras tomba-latas...


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